No Sábado fui ao Estoril Film Festival assistir a um filme extra competição, 'The American', realizado por Anton Corbijn. Fui completamente às cegas. Não sabia rigorosamente nada sobre o filme, excepto o título. Foi quase um acto de fé, vamos embora e logo se verá o que sai. A sala não é muito confortável e os bilhetes não eram marcados, pelo que chegámos com alguma antecedência. Acomodámo-nos o melhor possível e esperámos pelo início da sessão. Antes mesmo da abertura, o Tendinha apresenta-nos o realizador, que dirige apenas uma palavras à audiência. Entretanto, apagam-se as luzes e a imagem surge no écran: George Clooney!? Pergunto espantada para o lado: 'O filme é com o Clooney?'. Resposta no mesmo tom 'Não sabias? Olha que promete, parece que está cheio de cenas de sexo...' E, pronto, com uma explicação destas, conseguiram a minha atenção.
Na realidade é um filme bastante triste que relata as desventuras de um homem torturado e profundamente solitário. O George Clooney está sempre tenso, desconfiado, pouco à vontade e ansioso por uma liberdade que teima em fugir-lhe. Nunca sorri, o que torna o filme opressivo. Esta sensação é reforçada pelas magníficas paisagens invernosas italianas.
O final é arrepiante e a lição de vida que se retira perturbadora: a prostituta é que fica a ganhar!
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