segunda-feira, junho 06, 2011

O novo acordo ortográfico

Começo pelo princípio. Sou terminantemente contra o novo acordo ortográfico e nunca o vou adoptar. A nossa pátria é a nossa língua e a mim ninguém me perguntou se quero mudar a forma como leio, escrevo ou falo. A democracia é fantástica, mas pelos vistos em termos de língua não se aplica....
A língua portuguesa é uma língua viva e faz parte da essência de quem a usa. É modificada, para o bem e para o mal, pelos seus falantes. Agora o que não pode ser é vilipendiada em nome de uma uniformização inalcançável. É óbvio que o português do Brasil e de África será sempre diferente do português de Portugal. O que é que ganhamos com estas modificações tontas que descaracterizam a língua e agridem os seus actuais falantes? Onde outros vêm simplificação, eu vejo erros ortográficos e um facilitismo que não aproveita a ninguém. Será que esta é a herança cultural que queremos deixar, uma língua intragável, para pobres de espírito e em desacordo com o que aprendemos e acreditamos estar correcto?