quarta-feira, maio 31, 2006

A lei da


É engraçado como os fantasmas ressuscitam. Há alguns anos, o segredo era a alma do negócio. Cada empresa defendia fervorosamente o seu conhecimento. A partilha e as parcerias eram olhadas de soslaio. A espionagem industrial tinha os seus méritos. Felizmente que o advento das novas tecnologias de informação, a globalização e a fantástica capacidade de réplica dos Tigres Asiáticos, vieram mudar um pouco esta paisagem individualista.

Actualmente, são comuns as parcerias, a troca de informação, o benchmarking. A própria comunidade científica trabalha em rede. Em suma, o conhecimento está mais acessível do que nunca. Neste contexto, acho no mínimo curioso o que vos vou relatar em seguida.

Imaginemos uma empresa que vende vários produtos. Cada produto é da responsabilidade de um director. No entanto, o staff é partilhado por vários dos directores. A empresa, repito, é a mesma. Um dos directores, informado com os maus resultados do seu produto (A) pergunta, em tom de curiosidade, qual a performance do produto com maiores similaridades (B), a uma das pessoas que está precisamente a tratar da parte comercial de ambos. A resposta é honesta, a performance do produto B, apesar de melhor do que a de A, deixa muito a desejar. Foram introduzidas alterações, o mercado não está muito receptivo, adiante e por aí a fora...

No dia seguinte, o comercial ouve um responso do Director B, porque não tinha de fornecer informação ao Director A sobre o produto B. "É necessário dizer que o negócio está a correr bem e não entrar em detalhes". Como é óbvio, o comercial ficou confuso: "mas não é tudo a mesma empresa? Não trabalhamos todos para o mesmo? Além disso, só respondi ao que me perguntaram? É segredo?".

Esta pequena estória dá que pensar. Porque será que em vez de resolvermos efectivamente os problemas, de nos preocuparmos com a adequação dos mesmos ao mercado, perdemos tempo com ocultação e escapismo cor-de-rosa?

Deixo a questão....

terça-feira, maio 30, 2006



Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver

e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração


Restolho

Mafalda Veiga
http://paginas.fe.up.pt/~fsilva/mafalda/letras/index.htm

Mas porque é que eu não sigo o conselho....

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens...que ser assim?...

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouviS
erá de ti ou pensas que tens... que ser assim?...

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Muda de vida se tu não vives satisfeito


Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

250 sites obrigatórios - Exame Informática

At first glance:

www.amen.pt
www.greatbuildings.com
99rooms.com
www.allmusic.com
www.cienciadivertida.pt
www.imdb.com
www.movieweb.com
mexico.udg.mx/cocina/historia/histo.html
www.saint-exupery.org
www.whatisblik.com
moloco.com
wikipedia.org
etp.pt/wportal/sites/tv/gato fedorento/
www.falhanossa.com
www.jogos10.com
www.guggenheim.org
radiocomercial.clix.pt
www.secretplaces.com
www.lonelyplanet.com

sexta-feira, maio 26, 2006


AmorAustráliaÁrvoreÁguaAdamastorAlazãoAnelAmigoAconhegoAlegriaAbraçoAreiaAlfaceAnisAngústia BDBaladaBeijoBoloBotasBlogBluesBrincosBrumaBrancoBebéBaloiçoBrilhanteBárbaroBrisaBroa
CinemaCaminhadaCháCantarCerejaCaríciaCrónicaCrescerCasteloCirandarCalColóniaCarismaCasaCheiroChuva DesportoDormirDunaDesignDiárioDerivaDançarDeambularDecadenteDivagarDocumentoDócil
EçaEsplanadaEmailEscreverEstimarEcharpeEmbalarEnlaçarEfémeroEsconsoElementarElmoErgo FilmeFronteiraFériasFotografiaFeiraFuturoForçaFrescuraFofoFénixFarturaFerozFebraFácilFrenético GeloGeladoGostoGomaGaiatoGotaGomoGozoGargalhadaGrumoGaivotaGaélicoGaitaGiroGeral
HavaiHorizonteHabitatHabilidadeHasta
IrIogurteInfinitoIdealImagemImpressãoIrradiarInovarIncentivarImaginaçãoIpodIgluInigualávelIndomável
JeansJadeJasmimJazzJardimJornalJornaJovial
LivroLeãoLuaLençolLeveLiberdadeLimpoLábioLavandaLoucuraLaranjaLaçoLágrimaLouvor
MarMúsicaMiminhoMaternalMomentoMaduroMadeiraMacioMantaMãoMateMiudoMaviosoMudarMotivar NataçãoNataNeveNatalNaturezaNotíciaNovaNorteNamorarNãoNinguémNadaNuvemNavalNunca OdeÓculosOvaçãoOndaObjectivoOrvalhoÓrbitaObrigadaOmeleteOdor
PraiaPersistênciaPopPoemaPianoPrecePetiscoPalavraPensarPedrinhaPinturaPãoPreguiçaPanaceiaParadoxoPudor QueijadaQuotidianoQuaseQueijoQuasarQuequeQuerer
RádioRockRosaRelógioRebuçadoRonhaRumoRenascerRelvaRirRecado
SolSintraSelvagemSonhoSaborSombraSaberSensívelSerãoSorrisoSestaSinalSaboneteSaciarSaltoSedosoSaudade TeatroTénisTshirtTamborTrivialTelheiroTernuraTulhaTempoTira
UivoUMMUfaUlulanteUnirÚnicoÚtil
ViagemVentoVooVWVeadoVontadeVelozValsaVidaVorazViragemVoltarVigorVirilVielaVintémVigia XicolateXavierXaileXavecoXeque
ZooZurrapaZimbroZagalZimbórioZuca

Próximos Capítulos...


E pronto... Já vi. Uma coisa posso garantir: é diferente. Mas não gostei. Violência gratuita a mais, apesar de uma fotografia fantástica. Personagens complexos no limiar da fronteira entre o bem e o mal. Sangue a rodos. B&W q.b. Vê-se, mas esperava bem melhor...

quarta-feira, maio 24, 2006

Porque oferecemos flores?

Esta é, de facto, uma grande questão. Porque será que, independentemente da ocasião (nascimento, aniversário, baptizado, casamento, doença, falecimento, comemoração, tristeza,...), oferecemos flores? É que é algo que cai bem em qualquer ocasião. Ninguém fica ofendido quando lhe oferecemos flores. Mesmo que a pessoa não aprecie, dificilmente terá coragem de o admitir.

As flores acompanham assim o percurso de cada um de nós. Mesmo os homens, quanto mais não seja por oferecerem (se bem que certamente não tantas vezes como gostaríamos), estão ligados a este tema. É óbvio que as flores mudam consoante a situação e o contexto. Inclusivamente há obras publicadas sobre o significado da especie oferecida e da quantidade escolhida. Quem desconhece o significado das rosas vermelhas?

No entanto e, é por isso que me estou a debruçar sobre o assunto, as flores apesar de todas as boas vibrações que lhes estão associadas, mais tarde ou mais cedo, fenecem, murcham, perdem o viço, a graça, a vontade de viver e transformam-se num incomódo sujo e mal-cheiroso. Será que, com o tempo, o mesmo acontece às boas intenções de quem as oferece?

terça-feira, maio 23, 2006

E se não houvesse....

Um pouco à laia dos últimos livros do José Saramago, peço-vos para imaginarem um mundo sem futebol....
Isto é realmente um desafio. Como por um toque de magia, desapareceriam os estádios, os dirigentes desportivos inflamados, os árbitros e os seus apitos dourados, as camisolas com o número do jogador favorito, os próprios jogadores e até os clubes! Acabavam-se os jogos na televisão, em directo e em diferido. Os comentadores teriam tempo para outras modalidades e até a Sportv teria de arranjar com o que encher a grelha de programação. Os anúncios galvanizadores teriam de apelar a outros desportos. Os homens passariam a dedicar mais tempo a outras actividades e as conversas versariam sobre temas mais edificantes. Iríamos mais ao cinema, ao teatro, ler-se-iam mais livros, eu sei lá, creio que cada um teria dificuldade em descobrir o que fazer com o tempo ganho. Agora é só imaginar todo esse tempo individual multiplicado por um país inteiro. Quem sabe, até a produtividade poderia aumentar.
Parece o cenário ideal. Só há uma coisa que me incomoda... então e a selecção?

quarta-feira, maio 17, 2006

24



Se há umas semanas me dissessem que eu ia ficar pregada em frente ao televisor durante horas e horas a fio, nunca acreditaria. Gosto de ver televisão, é um facto, mas nos dias que correm, a programação é tão boçal e desinteressante que é difícil agarrar-me como espectadora. De tudo o que passa, os meus favoritos são os talk shows (Oprah e Dr. Phil) e, claro, as séries americanas (Desperate Housewives, CSI, ...). Por falar nisso, quem terá sido o génio que decidiu que as boas séries só devem passar após a meia-noite? Certamente alguém que não trabalha ou então que grava os episódios. Acho cruel que no prime time sejamos brindados com telenovelas/lixo e só muito tarde, já depois do Vitinho do trabalhador, surja algo interessante...

De qualquer das formas, quando me emprestaram o 24, perguntei jocosamente sobre dali a quantos meses é que podia devolver o DVD. Mal sabia eu... Na realidade, tinha visto alguns episódios da série 1, achei o conceito interessante, mas não tive disciplina para acompanhar o desenrolar das aventuras de Jack Bauer. Nalgumas semanas por feliz coincidência apanhava a série e fui vendo alguns bocados, sem verdadeiro entusiasmo.

15h - Domingo passado. Que vamos fazer? E que tal um filmezinho? O que é que há para aí? Ok, nada de jeito.... E se experimentassemos um episódio do 24? Que grande seca? Ainda por cima é da 2ª série. Anda lá, vamos tentar... Pois é, um episódio foi o suficiente para viciar e começar uma autêntica maratona. Nessa tarde e noite, devorámos 11 episódios seguidos. Foi um disparate! É que a série, apesar de totalmente irreal, entusiasma, prende a atenção e consegue sempre deixar-nos em suspense para o episódio seguinte e como no DVD está ao alcance de um botão apenas... é muito fácil!! Ainda não acabei a 2ª série, mas não descansei enquanto não deflagrou o nuke.... E posso confirmar que foram horas bem passadas. Já não falta é muito.

De qualquer das formas, não há razões para preocupação. Já lá tenho a 3ª série também!!!

sexta-feira, maio 12, 2006

Nuestros Hermanos....

De Espanha nem bom vento, nem bom casamento...

Quanto andava no 1º ano (o que equivale agora ao 5º ano, [como estou velha, pareço a minha mãe a falar do antigo 7º ano]), o programa curricular incluia História. Até aí, interessava-me pelo assunto, mas a minha paixão pelo tema foi motivada pela stôra que então me deu aulas.

Muito honestamente, já não me recordo do seu nome. Mas isso, é facilmente resoluvel, embora implique procurar os meus materiais da altura. De qualquer das formas, esse detalhe não é relevante para o meu propósito. Era uma rapariga jovem, muito bem disposta, simpática e um pouco rechonchuda. As suas aulas assemelhavam-se a uma novela ou ao Dragonball (que obviamente só surgiu muito mais tarde, já andava na Faculdade), uma vez que sempre que soava o toque, sustinhamos a respiração e ficávamos em suspenso até à aula seguinte, em que finalmente poderíamos respirar de alívio e saber o destino dos nossos personagens históricos favoritos. Era um pouco o mítico "não percam o próximo episódio, porque nós também não."

O programa do 5º ano tratava da História de Portugal. Começava nos primeiros povos que habitaram a Península Ibérica e iamos por aí a fora até à formação de Portugal, à Reconquista Cristã, a consolidação das fronteiras, o povoamento, as cruzadas, ...

As aulas eram visuais, no sentido em que nos sentíamos transportados numa máquina do tempo, até ao ano em questão. As descrições da professora eram vivas e animadas. Sentiamo-nos parte da história, vibravamos com os acontecimentos, apontavámos favoritos, tomávamos posições, esgrimiamos argumentos, entusiasmavamo-nos e, não raro, os ânimos exaltavam-se! Era uma professora bestial! Não tenho duvidas que na minha turma toda a gente ficou fã de história.

E também não tenho dúvidas de que se forjaram inimizades mortais com os espanhois... (bem sei que na altura seriam castelhanos, aragoneses, leoneses, navarrenses) . É que acompanhando a história que se desenrolava nas nossas aulas, era para nós bastante claro que os nuestros hermanos não passavam de um povo mesquinho, com ambições ibéricas, que ficou sempre com o nosso valente Portugal atravessado na real gana.

Remonta a essa época, o meu desconforto com os nossos vizinhos. Não só a História nos mostra que em diversas situações não estiveram à altura da ocasião, como também persiste a sensação, de que se julgam superiores aos restantes habitantes da Península. É certo que os indicadores económicos são esmagadores, mas nem só de economia se faz um povo...

Vejamos, quando vamos ao outro lado da fronteira, todos arranhamos "portinhol" e somos generosos em gracias e buenos dias. Quando a situação é a inversa, não vejo o mínimo esforço nesse sentido. Os espanhois são pródigos apenas num esforço de comunicação: falam muito alto, gritam, são muito ruidosos, não há como não dar por eles. Claro que a menos que sejamos duros de ouvido, o resultado é contraproducente. Quem é que percebe um nuestro hermano a falar muitos decibeis acima do necessário, a alta velocidade num castelhano cerrado?

Ora a língua levanta um outro problema. À parte alguns bairrismos mais ou menos exacerbados, como a rivalidade Lisboa - Porto, Portugal é um estado nação. Aliás, um dos únicos na nossa velha Europa. Trocando por miudos, quer isto dizer que o povo português partilha as mesmas raízes, a mesma história, tradições, cultura e costumes. Falamos uma mesma língua, a religião dominante é a mesma em todo o território. No fundo "muito mais é o que nos une, do que aquilo que nos separa" (Rui Veloso dixit). Ora, o mesmo não poderemos dizer sobre os nossos vizinhos. Aqui está um ponto em que seguramente nos invejam. A Espanha é um estado composto por várias nações distintas, com línguas, cultura, costumes e tradições diferentes e que, ainda por cima, não coabitam facilmente. Podemos dizer que se trata de um barril de pólvora a aguardar que acendam o rastilho.

Muitas outras diferenças podem ser apontadas: república/monarquia, trabalho/siesta, touradas a cavalo/touros de morte, fado/salero, .... Somos, de facto, muito diferentes, o que em si mesmo não preconiza nada de mal. No entanto, basta lembrar-me, por exemplo, da Batalha de Aljubarrota e do Cerco de Lisboa e as emoções brotam à superficie da pele.... Nuestros hermanos, vamos com calma. Vizinhos e já vão com sorte!

terça-feira, maio 09, 2006

Improdutividade...

12h05m Ligo para um Serviço da Administração Público. Preciso falar com determinada pessoa. O telefone toca, toca, toca, toca...... até que se desliga. Torno a tentar. Toca, toca..... Experimento outro número. Depois de alguma insistência, lá me atendem. Explico que pretendo falar com fulana X.

-"Não é para este número. Tem de ligar para o geral."
-"Isso já eu fiz, mas ninguém atende...."
-"Tem de esperar um bocado, está em busca automática."
Bem, a saga continua. Volto a ligar e volto a esperar e desesperar.
12h20m Finalmente alguém atende do outro número. Digo ao que venho e colocam-me novamente à espera. Uma eternidade depois volto à telefonista.
-"A dra. X não atende, já deve ter ido almoçar."
-"Ai sim. Então qual é o horário de almoço?"
-"Do meio-dia às duas e meia. Pode ser do meio dia às duas e meia"
-"E a que horas saem?"
-"Às cinco."
-"Ah, e a que horas entram?"
-"Às 9. Quer dizer, eu não sei se ela foi almoçar, mas pode ter ido. Estamos no intervalo de almoço"
-"Muito bem. Voltarei a tentar a partir das 14h30m. Obrigada."

Acho que esta conversa é bem reveladora. Palavras para quê? É óbvio que este país dificilmente irá sair do buraco. Estou farta de ver defender a Administração Pública. Podia até inclinar-me a conceder o benefício da dúvida, mas as provas amontoam-se. Todos os dias. É o MNE. É o SEF. É o DGAP. É o XPTO. Para qualquer sítio que ligue ou assunto que necessite de tratar, a evidência entra pelos olhos dentro. A Administração Pública Portuguesa é completamente ineficiente, inoperante, ineficaz e improdutiva. Ninguém faz nada e, pior, não querem fazer e enxovalham quem faz.

Como é que se pode compreender um horário de trabalho destes: 9h-12h e 14h30m-17h? É um horário para se fingir que faz.......... 5.5 horas!!!!!!!!!! Bem, se ao menos funcionassem neste pequeníssimo intervalo.......

Chega. Não me venham defender a função pública, que eu não aguento. Sejam úteis. Deixem de ser parasitas e de viver à conta do contribuinte! Vão trabalhar!

quinta-feira, maio 04, 2006

Because of you....

I will not make the same mistakes that you did
I will not let myself cause my heart so much misery
I will not break the way you did
You fell so hard
I've learned the hard way, to never let it get that far

Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt
Because of you
I find it hard to trust
Not only me, but everyone around me
Because of you
I am afraid

I lose my way
And it's not too long before you point it out
I cannot cry
Because I know that's weakness in your eyes
I'm forced to fake, a smile, a laugh
Every day of my life
My heart can't possibly break
When it wasn't even whole to start with

Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt
Because of you
I find it hard to trust
Not only me, but everyone around me
Because of you
I am afraid

I watched you die
I heard you cry
Every night in your sleep
I was so young
You should have known better than to lean on me
You never thought of anyone else
You just saw your pain
And now I cry
In the middle of the night
For the same damn thing

Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt
Because of you
I tried my hardest just to forget everything
Because of you
I don't know how to let anyone else in
Because of you
I'm ashamed of my life because it's empty
Because of you
I am afraid

Because of you
Because of you



É engraçado como andamos alegremente a trautear esta canção, quando na realidade é uma ode ao sofrimento, à desconfiança e ao ressentimento. Já repararam bem na letra? Coitada da mocinha, o tipo devia ser um animal. Colocou-a a jogar na defensiva e a viver uma vida vazia. Isso é lá coisa que se faça à Kelly Clarkson? Não querem lá ver....

quarta-feira, maio 03, 2006

Os falsos............




"Olá Francisco. Deves estar zangado comigo. Estou tão em falta contigo, mas não sabes ando com uma vida louca. Meu querido, ando doida de trabalho. E ainda por cima, ligo-te com uma grande lata para te pedir um favor... É verdade, ainda não respondi às tuas solicitações, mas estou mesmo desesperada. Se tu não me conseguires ajudar, não sei quem poderá... Pois é, mas não fiques zangado. Temos de combinar almoçar um dia destes, para podermos conversar. Olha lá, vê lá se sabes...."

Não sei se vomito ou se lhe gabo a lábia. Vindo de alguém que todos os dias começa a trabalhar às 11h. Almoça das 12h30m às 15h e às 19h já está de mala aviada, é dose. But, who cares? Claro que o melhor é ganhar um ordenado chorudo para se desresponsabilizar de qualquer coisa que corra menos bem, e empurrar sem qualquer pudor o trabalho para a secretária alheia. Pelo amor da Santa, há gente com muito descaramento!?

Resistente

Não... ainda não foi desta. Depois de uma longa ausência, voltei. Já por diversas vezes, dei comigo nesta mesma página, olhando para a folha em branco e pensando que, quanto mais não fosse por disciplina, deveria escrever alguma coisa. Mas não saía nada... um bloqueio escritural... Enfim, falta de apetite para escrever. Aliás, continuo a padecer do mesmo mal. Mas, adiante que se faz tarde e como costumo dizer "Bola para a frente, que atrás vem gente!".

Ontem li um artigo no Expresso, que me fez especie. Falava de famílias, sim, isso mesmo, pai + mãe + filho(s) que (sobre)vivem todos os meses com pouco mais de 1.000€/mês. E, mais interessante ainda, a média nacional de rendimentos familiares ronda esses valores. Ora, pergunto-me como é que estas pessoas conseguem? Partilham certamente um dom precioso, uma qualquer organização secreta que ensina a governar uma casa e os seus ocupantes sem recorrer ao vil metal. Qual é o segredo? Não me considero perdulária, mas também não fico a dever à avareza. Acho que me posso inscrever na lista do meio termo, guiado pelo bom senso. No entanto e apesar de ser só uma, gasto mensalmente bastante mais do que uma família inteira! E atenção que não há aqui desvairios de novo-riquismo ou truques falaciosos. E não, não como marisco nem caviar todos os dias. Até os meus pequenos luxos de moda têm sido sacrificados....

Realmente, não entendo. E, surpreendentemente, estas pessoas não pareciam especialmente angustiadas ou preocupadas com a sua situação actual. Alguns, espanto, até conseguiam poupar uns cobres. E as pessoas estavam felizes, conformadas com a sua situação e até agradecidas. Desculpem lá, mas há qualquer coisa neste quadro que não joga bem. Talvez a estranheza esteja em mim, que devo ser uma ambiciosa, materialista, gananciosa, egoista de primeira água. Mas será normal, esta falta de visão, de perspectiva, de futuro? O agradecer o presente que é mau, porque o futuro poderá ser pior?

O conformismo é uma coisa que não consigo tolerar. Isto devem ser resquícios de quando achava que podia virar o mundo. Mas a verdade é que nunca me consegui acomodar ao que não acho correcto. É certo que há coisas que são e hão-de ser, mas muitas outras dependem apenas de nós. Podemos não estar onde queremos, mas pelo menos temos vontade de apanhar o caminho certo para lá chegarmos. Podemos enfrentar muitas contrariedades, obstáculos, duvidar da nossa força de vontade ou da nossa sorte, mas não podemos nunca, em circunstância alguma, desistir. Deixar de acreditar, de sonhar, de perseguir os nossos objectivos, independentemente das circunstâncias actuais, é mais de meio caminho andado para permanecermos onde estamos. A revolta é o motor da esperança!

Claro que nem todos podemos apanhar auto-estradas. Mas que raio, podemos dar nem que seja pequenos passos na direcção certa. Agora, baixar os braços e conformar-se com o imobilismo, é inaceitável!!!!!!!