sexta-feira, outubro 13, 2006

As fitinhas de cetim...



Quando eu era criança serviam com uma especie de bandolete para prender o cabelo. Passavam-se à volta da cabeça, dava-se um nó, um laçarote e já está. Sai uma princesinha. Ultimamente penso que as princesas cairam as desgraça, as miudas já não lhes acham piada e as fitinhas no cabelo dão um ar tão demodé, que praticamente já não há mães que submetam as suas filhas a este embaraço.

No entanto, as fitinhas estão de volta. No outro dia reparei numa colega que a trazia à cintura, como se tratasse de um cinto. Toda a gente a elogiou e, milagre, no dia seguinte já outras colegas traziam fitinhas de cetim à cintura. Entrámos numa vertigem de massa, passados poucos dias já era altamente out of style usar qualquer outro tipo de cinto, que não a fitinha em cor a condizer com os sapatos ou com a blusa. Atenção, que é pecado capital não usar sapatos, mala e cinto da mesma cor. Vejam lá o que fazem....

E, pronto, assim subrepticiamente se deu a invasão das fitinhas de cetim, que voltaram a infiltrar-se nas nossas vidas. É um facto que passaram da cabeça para a cintura, mas as fitinhas are back in town.

Tenho de ver se hoje saio cedo... Quero apanhar a retrosaria da esquina aberta...

Semanários...







Confesso: no dia 16 de Setembro tentei por duas vezes comprar o Sol. A minha primeira tentativa saiu gorada. A senhora do quiosque tinha o jornal, mas só vendia a quem tinha reservado com antecedência. Expressos tinha muitos e vendia a toda a gente. Senti-me insultada com a discriminação e não lhe comprei nada. Segui adiante, não sei antes ter resmungado bastante... Pensei que nas bombas de gasolina não haveria falha e lá fui eu. À porta imensos Expressos, mas Sóis, nem vê-los. Perguntei à menina da caixa e a resposta informou-me de que os distribuidores não tinham trazido o jornal. Percebi que ia ser uma busca inglória. Comprei o Expresso e fui-me embora.

Fiquei possessa com esta situação, tanto mais que toda a gente insistia em falar do Sol e eu não tinha como. Uma sensação de mal-estar começou a instalar-se. Afinal de contas não queria ler um jornal, que claramente não me queria como leitora, pois se nem o conseguia comprar... Decidi ignorar o Sol e continuar com a minha vidinha. Além do mais, o Expresso simpaticamente (leia-se premeditadamente num puro golpe de estratégia comercial) até oferecia um DVD. Deixei-me estar.

No Sábado passado, surgiram os dois jornais lá em casa. O fim-de-semana foi muito animado e nem tive tempo de dar uma vista de olhos. Finalmente, lá para 4ª feira à noite decido-me a folhear os jornais e a construir uma opinião própria. Trago os dois sacos para o sofá, baixo o volume da TV e começo a ler a revista. Alguns artigos interessantes, outros nem tanto, e assim fui andando até chegar ao fim. Comecei à procura da Pluma Caprichosa, que usualmente gosto de ler, mas nem vê-la. Pensando bem também não estava a prosa do Comendador. Começo a pensar que enlouqueceram e acabaram com estas duas crónicas. Será possível? Entro em desespero. Tudo isto não dura mais do que uns segundos. Pânico! Finalmente, olho para o cabeçalho e descubro que não se trata da Única, mas sim da Tabu.... Quem diria!? Afinal em tudo o resto me pareceu igual....

Talvez um leitor mais atento consiga vislumbrar diferenças significativas entre os dois semanários, mas eu certamente não me encontro nessa categoria. Um brinde à diversidade!!!

quarta-feira, outubro 04, 2006

Pensamento

“Não é a espécie mais forte que sobrevive, nem a mais inteligente, mas sim a mais receptiva à mudança”
Charles Darwin (1809-1882)

Foi Feitiço

Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite
me guia de dia e seduz
Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
ter o céu como fundo
ir ao fim do mundo e voltar
Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço! O que é que me deu?
para gostar tanto assim de alguém como tu
Eu gostava que olhasses para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo um olhar em segredo
Só para eu te abraçar
O primeiro impulso, é sempre mais justo
É mais verdadeiro.
E o primeiro susto, dá voltas e voltas
Na volta redonda de um beijo profundo

Feriados sem história

Quando era miuda, ligava a estas coisas. Os feriados faziam sentido, havia algo para comemorar e eu dava importância a essas coisas. Não era só o Natal (25 Dezembro), o Ano Novo (1 de Janeiro), a Páscoa, o 25 de Abril, o Dia do Trabalhador (1 de Maio) ou o Dia de Todos os Santos (1 de Novembro). Os outros feriados também contavam: o dia de Portugal, Camões e das Comunidades (10 de Junho), a Implantação da República (5 de Outubro), a Restauração da Independência (1 de Dezembro). Devo confessar que os outros feriados religiosos nunca me disseram grande coisa: 15 de Agosto (Assunção de Nossa Senhora), 8 de Dezembro (Imaculada Conceição).

Mas, actualmente, a situação é muito pior. Estou convencida de que as pessoas se estão a borrifar para a razão dos feriados e muitas vezes até a desconhecem por completo. O importante é ver se dá para fazer ponte e não trabalhar mais uns diazinhos. O resto, o resto que se lixe!

Felicidades...

Agora que faço parte do clube dos casados, é impressionante a quantidade de pessoas que me demonstra solidariedade:
"as primeiras semanas é fácil, o pior são os próximos 40 anos"
"o primeiro ano é o pior, é a fase da adaptação"
"as crises são ciclicas de 7 em 7 anos, portanto, por agora não tens nada com que te preocupar"
"agora é muito mais difícil, mas muito melhor. É um desafio"
E, claro, depois há aqueles para quem o tema se esgota num lacónico "Felicidades!"