
Quando eu era criança serviam com uma especie de bandolete para prender o cabelo. Passavam-se à volta da cabeça, dava-se um nó, um laçarote e já está. Sai uma princesinha. Ultimamente penso que as princesas cairam as desgraça, as miudas já não lhes acham piada e as fitinhas no cabelo dão um ar tão demodé, que praticamente já não há mães que submetam as suas filhas a este embaraço.
No entanto, as fitinhas estão de volta. No outro dia reparei numa colega que a trazia à cintura, como se tratasse de um cinto. Toda a gente a elogiou e, milagre, no dia seguinte já outras colegas traziam fitinhas de cetim à cintura. Entrámos numa vertigem de massa, passados poucos dias já era altamente out of style usar qualquer outro tipo de cinto, que não a fitinha em cor a condizer com os sapatos ou com a blusa. Atenção, que é pecado capital não usar sapatos, mala e cinto da mesma cor. Vejam lá o que fazem....
E, pronto, assim subrepticiamente se deu a invasão das fitinhas de cetim, que voltaram a infiltrar-se nas nossas vidas. É um facto que passaram da cabeça para a cintura, mas as fitinhas are back in town.
Tenho de ver se hoje saio cedo... Quero apanhar a retrosaria da esquina aberta...

