segunda-feira, dezembro 15, 2008

As 1001 utilizações do sapato


Há sapatos para todos os gostos:

Altos
Baixos
Chics
Deslumbrantes
Estreitos
Finos
Grossos
Hediondos
Inertes
Jocosos
Largos
Macios
Neutros
Ondulados
Pretos
Queques
Requintados
Simples
Tontos
Unicos
Vistosos
Xistosos
ZZZ

E para todas as utilizações, desde o chinelo para proteger o pé, ao mocassim confortável, ao ténis para desporto, até ao símbolo consumado de status e poder, os pumps de 12cms. Agora, há uma nova aplicação para o sapato, arma de arremesso!

E, já sabem, quando quiserem protestar, toca a tirar o sapatinho e a fazê-lo voar...

O dia estúpido


Hoje está a ser um dia estúpido. Não é apenas um dia lento, parado ou em que as coisas não avançam a bom ritmo. Está mesmo a ser um desperdício total. Acordei cheia de sono e arrastei-me para o duche. Vesti-me e saí de casa a correr para apanhar 75 minutos de trânsito para chegar ao trabalho, onde hoje, não acontece nada. Rigorosamente nada, as reuniões foram adiadas, os telefones não tocam, não chegam e-mails, já está tudo a festejar o Natal ou nas compras. Não sei bem, o dia rasteja lentamente e parece que não sai do mesmo sítio. E, estupidamente, depois de um dia oco, é preciso ficar até tarde para uma formação. E se durante o dia nada se fez, será no horário pós-laboral que as coisas vão animar? Tenho muitas dúvidas!!! Dói-me a boca e quero-me ir embora....

O ciclo vicioso

Não sei porquê, mas pelo Natal é suposto as pessoas se sentirem mais generosas e preocuparem-se com o bem-estar do próximo. Ora, durante o resto do ano também nos ficam bem estes sentimentos, e melhor ainda se dermos um pouco de nós (leia-se voluntariado). É também suposto oferecer presentes a todos os familiares e amigos e gastar rodos de dinheiro. Em seguida, comem-se passas pela passagem de ano e prometemos a nós mesmos que vamos mudar e que o ano seguinte, esse sim, será o ano em que vamos ser menos egoístas e alcançar os nossos objectivos. O tempo passa e chegamos novamente ao Natal e lá estamos nós, carregadinhos de culpa, a pensar o que é que podemos comprar para apaziguar a nossa consciência pesada. E gastamos rodos de dinheiro! Empenho pessoal, tempo individual, nem vê-lo....
Nada que uns sacos cheios para o Banco Alimentar não resolvam....

Se fosse consigo, o que faria?


Imagine que é uma rapariga. Imagine que no seu emprego, há uma outra rapariga com quem trabalha, com quem simpatiza. Imagine que se tornam amigas para além do trabalho. Imagine que se tornam amigas inseparáveis. Imagine que quando decidem comprar casa, compram casa uma perto da outra, com uma rua de diferença. Imagine que mora com o seu namorado há vários anos e que a sua amiga também tem um namorado que trabalha em Espanha e que vê ocasionalmente. Imagine que quando se juntam os quatro, saem juntos e é muito divertido. Imagine que a sua amiga tem saudades do namorado e passa imenso tempo em sua casa. Imagine que não vê nada de mal nisso. Imagine que ao fim de uns meses, o seu namorado lhe diz que já não sente nada por si... Imagine que fica destroçada e chora baba e ranho. Imagine que vai lamentar-se no ombro da sua amiga e ela não lhe dá conversa. Imagine que depois de muito drama, a sua relação acaba mesmo, que sai de casa e organiza a sua vida de outra forma. Imagine ainda que meses mais tarde, descobre que o seu ex vai casar com a sua (ex)melhor amiga...
Se fosse consigo, o que faria?

segunda-feira, junho 02, 2008

O verdadeiro medo

Não quero perder o juízo, a vontade de viver, a razão pela qual me levanto da cama todos os dias. Não quero ser indiferente. Não quero ser alienada, não ter com o que me preocupar ou ocupar os dias. Não quero ser doente e viver entre análises e comprimidos de todas as cores que se tomam de hora a hora. Não quero ter medo de adormecer e não quero que a vida seja uma maçada. Não quero ter dificuldade em movimentar-me, deixar de ser independente ou que mandem em mim. Não quero ter bisnetos, nem jogar às cartas no banco do jardim. Não quero tricotar, nem ver novelas, nem beber chá com as vizinhas. Não quero deixar de ser activa, não quero perder o olhar no horizonte e não aspirar a nada. Não quero sentir-me desencantada e cansada. Não quero desistir antes do tempo. Não quero que as rugas se apoderem de mim. Não quero ser info excluída. Não quero ser velha! De morrer, não tenho medo nenhum...

quarta-feira, abril 23, 2008

O segredo

Vou passar a sonhar com cheques no correio....
Nas outras coisas, acho que não funciona. Cada vez que quero MESMO uma coisa que não depende de mim, raramente acontece....
Será que o segredo só funciona internamente?

O carro novo....

Preciso comprar um carro novo. O meu já tem quase doze anos e sinto que está na altura de lhe dar alguma folga. É sempre difícil tomar esta decisão, afinal foi o meu fiel companheiro em tantas aventurais banais e noutras uns pouco mais estranhas. São muitos anos na minha vida no mesmo boguinhas. E o meu carro, quando era novo, era possante e vistoso. Agora coitadito está demodé, os fabricantes não param de fazer restylings aos carros e de repente o nosso é o 3º modelo de um carro que já vai no 6º ou no 7º. Eu sei lá... Olha-se para ele e não engana ninguém não é um carro novo.
E é agora que verdadeiramente começa a saga... Que carro comprar? Que marca? Que modelo? Que preço? Híbrido? Que cor? Quando? Como? A quem? Com o quê? São tantas as perguntas....Era tão mais fácil se o meu carro fosse novo!!!!!!!!!!

Agora já não....

Tudo começou com uma afirmação na minha cozinha: "Estivemos a pensar, e vamos tentar ter um bébe a partir do início do ano". Passada a estranheza inicial, uma vez que a futura mãe sempre tinha negado a pés juntos a possibilidade o ser, porque não tinha estabilidade para isso, porque é profissional liberal e não podia gozar a licença de maternidade, por já ter mais de 35 anos, .... um rol de argumentos que até aquele dia tinham resolvido o assunto. Melhor, tinham resolvido o assunto, mas não tinham resolvido o desejo do marido ser pai. E quando se quer viver em harmonia, é importante que ambos estejam sintonizados. E, a meu ver, foi assim que foram vencidas as resistências iniciais e que a velha vontade de ser mãe, o instinto maternal foi acordado e acarinhado...
E, assim foi, no início do ano começaram a tentar e, surpresa das surpresas, quando a estatística diz que em média um casal normal demora 7 meses a conceber, o casal em causa demorou 15 dias. Ena pá, que foram rápidos. O futuro pai andou a apregoar a sua virilidade aos sete ventos, "isto é que é um macho"..... Sem comentários, mas a verdade é que a notícia veio mais cedo do que se pensava possível....
Claro que se deram os parabéns e compraram os primeiros presentes. Sem fazer grande alarido, claro, até porque não se ia contar a toda a gente... Ou ia? Passado uma semana não havia quem na família, amigos e até no local de trabalho não soubesse. A alegria era tanta que transbordava e manifestava-se na vontade obsessiva de falar sobre o assunto... Já se discutiam nomes, escolas, inclinações clubísticas, começou-se a mudar a casa e tudo sem barriga evidente. Afinal só tinham passado cinco semanas...
Num livro comprado, o bébe com este tempo era referido como nódulo. A ecografia que deveria ser efectuada às sete semana, foi realizada às cinco. Tal o afogadilho de ter um filho e só mostrava o saco vitelino. Que raio de nomes!!! Um bébe é um bébé e não um nódulo ou um saco de vaca.... Que impressão!
E, pior, a desilusão de não se conseguir ouvir o coração do bébe. Mesmo assim sessões no sofá para assistir à 1ª ecografia. Não se via nada, mas devia ser mesmo assim, pensei eu....
Finalmente, no fim de semana, sinais preocupantes! Ao mesmo tempo que se descobria que o carrinho de bébe pedido emprestado, teria de ser usado por um bébe que nasceria seis meses mais cedo, surge uma perda de sangue.....
Ah, o médico diz que não é nada - diz a mãe com ar de quem se quer convencer de que não será mesmo nada. Mas, quem é que confiou nestas palavras? É inevitável pensar no pior... Já vi acontecer antes.... por isso, se diz que se deve esperar até às 12 semanas para começar a soltar a festa.... Ainda passaram só sete, mas o sonho desfaz-se a passos de gigante. A perda continua e parece mais acentuada, o médico manda fazer exames e, de repente, é oficial. O embrião não se devolveu e a Natureza segue o seu curso, expulsando o que não pulsa de vida.... Amarga desilusão. O pai engole as lágrimas e o desapontamento, a mãe chora desconsolada, a avó diz que não sentia o bébe, que teve um pressentimento, uma sensação que não sabe explicar mas que lhe dizia que não estava tudo bem... E não se ouvia o bater do coração na ecografia....
Agora, é fácil dizer e fazer e pensar.... Não se devia ter contado a toda a gente... Não valia a pena ter mudado o casa toda.... Não.... Não, quê????
Agora, já está. Sinto-me triste, mas não há nada que eu possa fazer...
Ia ser tia, e agora já não vou.....

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Ano novo, vida nova?

Pois é, já estamos em 2008. O tempo voa quando não estamos a dar por isso. Já repararam que se prestarmos atenção, como quando estamos a olhar para os segundos a passar, o tempo desliza lentamente como se não fosse nada com ele?!
É suposto no início de cada ano efectuarmos um balanço do ano que passou e perspectivarmos o ano que se segue. No meu caso, engoli as passas com tanta pressa que acabei por nem lhes atribuir o seu real significado. Por isso, mais de quinze dias depois, eis que tento rectificar a minha desatenção. Ora parece que temos direito a doze desejos (será mesmo? O génio da lâmpada do Aladino era um forreta, só atribuia três desejos...). Vamos lá então a isso:
1 saúde (será que podemos pedir em simultaneo para nós e para aqueles que nos rodeiam...?)
2 prosperidade financeira (forma pomposa de me referir aquilo que paga as contas)
3 amor (dá sempre jeito ter miminhos)
4 amizade (preciso de amigos novos, os velhos já só são conhecidos...)
5 trabalho (acho que dava em doida se não tivesse nada para me preencher)
6 bem estar físico (leia-se sentir-me bem na minha pele)
7 viajar (é tão bom e eu gosto tanto, adorava dar a volta ao Mundo - Austrália I'm coming)
8 aprender (nem sei bem o quê, mas não podemos estagnar, o mundo não para de girar)
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