quarta-feira, junho 14, 2006

Aprendi palavras novas...

Bambúrrio
s. m. acaso feliz; sorte ao jogo.
(Do b. lat. baburru-, «inepto; tolo»?)

Plumitivo
s. m. escritor público; jornalista; escritor incipiente;
adj. jornalístico.
(Do fr. plumitif, «id.»)

segunda-feira, junho 12, 2006

Ponte

Amanhã é feriado em Lisboa: 13 de Junho - Dia de Santo António. No dia 15 é feriado nacional. Esta semana de trabalho para os alfacinhos é uma especie de indecisão: trabalha na 2ª, não trabalha na 3ª, trabalha na 4ª, não trabalha na 5ª, trabalha na 6ª. Daí que muitos (atrevo-me a dizer a esmagadora maioria), achou que com apenas 3 dias de férias podia ficar 9 dias sem trabalhar, o que parece um óptimo negócio. E, pronto, tiraram férias!!! Acontece que os outros (entre os quais me incluo) que não tiraram férias, também não têm grande vontade de trabalhar. Bem basta sermos poucos, quanto mais ainda termos de produzir... Para além disso, está tudo fechado, não há ninguém em lado nenhum... Ah, pois é, o pessoal está todo de férias. Agora só na próxima 2ª feira. Curiosamente, juntam-se então dois efeitos nefastos:
1- também queríamos ter ido de férias e ficámos a trabalhar
2- não há ninguém para resolver os assuntos porque os outros estão de férias
Conclusão: quem não fez ponte, finge que trabalha! E mesmo que quisesse trabalhar a sério, também não tinha condições.... O país está a saque!

A ex...

Penso que já todos passámos por isso. Quem é que já não se interrogou sobre a ex-namorada do nosso namorado? Ou na versão masculina, o ex-namorado da nossa namorada? Acho até que é uma curiosidade natural. Ontem, a própria Carrie Bradshaw (colunista do Sexo e a Cidade) partilhava esta inquietação. Será alta, baixa, gira, gorda ou magra, inteligente ou burra, loura ou morena? Ou, melhor, o que interessa mesmo é se é mais alta do que nós, mais gira do que nós, mais magra do que nós, mais inteligente do que nós?

Outra questão fundamental é: porque é que acabaram e intrinsecamente ligada quem é que acabou com quem? Aqui as opiniões divergem: é melhor ter sido ele a acabar ou ela? Se foi o nosso namorado a acabar, ficamos descansadas é porque já não gostava dela e estava pronto a seguir em frente. Por outro lado, se foi ela a acabar, quem perdeu o interesse foi ela e, portanto, não há necessidade de nos preocuparmos com isso. Claro que temos o reverso da medalha. Se foi ele que acabou, ela pode não concordar e decidir dar luta, o que nos pode complicar a vida. Isto, claro, se acharmos que vale a pena o trabalho. Por outro lado, se foi a outra a acabar, nada nos garante que ele esteja curado e já tenha enterrado qualquer ideia de reconcialiação.... De forma que não há volta a dar: preso por ter cão e preso por não ter. O melhor é mesmo que não houvesse ex(s). Mas há. E é preciso lidar com isso.

Vem esta conversa toda a propósito de hoje ter visto a ex do meu namorado. Já desconfiava que era ela, mas hoje tive a confirmação. E, de facto, mesmo que a partir de agora tudo corra mal (longe vá o agouro) não consigo deixar de me sentir satisfeita. Afinal, toda a elaboração em cima da ex pariu um rato...

O símbolo...


Simbologia da Bandeira Portuguesa
Bandeira instituída em Novembro de 1910, pouco depois da implantação da República em Portugal (5 de Outubro de 1910)

Verde: O verde no ideário positivista e republicano (séculos XIX e XX), simboliza as nações que são guiadas pela ciência. Na versão popular simboliza a esperança no futuro.
Vermelho rubro: O vermelho é a cor das revoluções democráticas desde o século XVIII percorreram a Europa, como a revoluções de 1848, a Comuna de Paris (1871) ou a revolução republicana em Portugal de 31 de Janeiro de 1891. Simboliza a luta dos povos pelos grandes ideais de Igualdade, Faternidade e Liberdade. Na versão popular simboliza os sacrifícios do povo português ao longo da sua história.
Esfera armilar: Emblema do rei D. Manuel I (1469 -1521) e que desde então esteve sempre presente nas bandeiras de Portugal. Simboliza o Universo e a vocação universal dos portugueses. Na versão popular simboliza os descobrimentos portugueses.
Escudo. O Escudo de Armas remete para a fundação de Portugal. Simboliza a afirmação da cultura ocidental no mundo, e em particular dos seus valores cristãos. Os castelos, quinas e os besantes evocam conquistas, vitórias e lendas ligadas à fundação de Portugal por D.Afonso Henriques (1109-1185).

In "lusotopia.no.sapo.pt/ indexPTBandeira.html"


Durante o Euro 2004 e mais recentemente com o aproximar do Mundial de futebol, cada vez são mais as bandeiras desfraldadas por todo o lado. Parece que, de repente, e devido ao futebol as pessoas se lembraram do seu país... Quem diria que o orgulho nacional é refém das iniciativas futebolísticas?!

Coragem


Adoro cerejas. Este fervor é ainda mais exacerbado pelo facto de, ao contrário de tantas outras frutas, só haver cerejas durante uma pequena janela de tempo. Por isso, tempo aproveitar ao máximo enquanto há e raro é o dia em que não aproveito para comer umas cerejinhas. Tal é a loucura que por vezes aproveito a hora do almoço para ir comprar 1kg de cerejas a uma pequena loja perto do trabalho. É uma daquelas lojas em que o tempo parou. Acho que se chama pomposamente "comércio tradicional". Os donos são um casal já de idade, que gere a mercearia/frutaria como se fosse a própria casa. Não sou uma cliente assídua, mas na época das cerejas, é difícil resistir à tentação. Até porque as cerejas que vendem são de categoria. No caixote diz "Resende" e na verdade são grandes, escuras, doces, rijinhas e muito suculentas. Vale bem o esforço de caminhar alguns minutos.

Hoje foi um desses dias em que não resisti ao apelo e lá fui rua abaixo em busca das cerejas. Hoje não estava a patroa, só o dono da loja e foi ele que me aviou. A minha conta era fácil de fazer 2.50€ + 1.80€. Enquanto o senhor digitava os valores na registadora, disse maquinalmente, "então são 4.30€, não é?". Pois que esta simples frase deu panos para manga. Fui elogiada por saber a tabuada e fazer contas de cabeça: coisa rara hoje em dia.

É então que em ar de grande revelação o senhor desabafa: "sabe, é que eu nunca fui à escola. Mas a tabuada sei como ninguém. A tabuada e as contas. Precisava mesmo de aprender para me estabelecer. Nunca meti os pés na escola, nem precisava de muitas das coisas, mas as contas eram muito importantes para me estabelecer. Que eu vim para Lisboa moço de fretes, mas passado pouco tempo estabeleci-me nas bananas e agora há mais de 40 anos que estou estabelecido".

Estas palavras bateram-me fundo. Estava em presença de um empreendedor, que sem ter andado na escola, tinha procurado e conseguido aprender o essencial para lançar o seu negócio. Acho que é de louvar esta iniciativa. Fico zangada comigo mesma. Afinal andei na escola quase 20 anos e ainda não reuni a coragem que este senhor teve, mesmo sem dominar muitas das coisas que eu sei. É certo que os tempos são outros e que a sua loja cristalizou. Mas ele seguiu em frente e conquistou o seu negócio. E eu? De que estou à espera? Não sei. Sinceramente, não sei. Enquanto penso neste assunto, vou comendo umas cerejas....

quarta-feira, junho 07, 2006


14 de Junho - Coliseu de Lisboa
Comentários em breve

Quero ir ver este filme. Estreou esta semana em Portugal e numa crítica que li era classificado como um "western violento". Não tenho opinião formada, pois se ainda nem vi o filme. No entanto, o grande atractivo para mim é, para além de ser um western, o facto de se passar na Austrália, o que desde logo deixa grandes expectativas quanto às paisagens e fotografia.
Resultado das minhas investigações, descobri que tanto o argumento, como a música são do Nick Cave... O melhor será mesmo pagar para ver!!!

sexta-feira, junho 02, 2006

A altura certa

Todos temos de tomar decisões na vida. Se nalguns casos nem damos por elas, noutros podem ser um verdadeiro quebra-cabeças.

Como é que se sabe se chegou a altura certa de pedir alguém em casamento? Não estamos a falar de um mero namoro. Namorados à partida poderemos ter muitos. Não é um compromisso definitivo. Se não correr bem, tentamos de novo. Claro que não são descartáveis como muitos bens de consumo. Não podemos ser inconsequentes. Mas esta não é uma decisão que condicione fatalmente a vida de uma pessoa. Já casar... Quer dizer, há saída. Aliás, parece que na nossa ânsia de entrar no Guiness Book of Records, até a taxa de divórcios vale e, por isso, resolvemos fazê-lo em grande escala. Não é porém essa a minha perspectiva. Tenho dificuldade em compreender quem encara este assunto de outra forma. Afinal, se a ideia não fosse um compromisso duradouro, qual o sentido de casar? Para isso, bastava continuar a namorar ou morar junto. Há quem defenda que é uma mera formalidade. É ou não verdade, consoante queiramos. Creio que é um pouco mais do que isso, mas também não sou fundamentalista, nem acredito em tudo o que é dito na cerimónia religiosa. Há que temperar um pouco este assunto, mas isso não minora a minha questão? Como é que se sabe que é este o momento certo?

Mas, muito mais importante e definitivo que isso... Como é que se sabe que é a altura certa para ter um filho? Não, desenganem-se. Não é o relógio biológio a dar horas. Não tenho a mínima pressa. Mas ultimamente tenho pensado sobre este assunto. As histórias dos meus amigos sucedem-se: desde os que convidam para os baptizados, áqueles que decidem engravidar e o fazem na altura pretendida (com precisão cirúrgica), passando pelos não planeados, parece que de uma forma ou de outra todos vão respondendo a esta questão. Mas como? É que um filho é para toda a vida, não há laço mais profundo. Ao contrário de todos os outros, aconteça o que acontecer um filho vai ser sempre um filho, seja ele prémio Nobel ou um perigoso delinquente. É algo que permanece independentemente de ... basicamente tudo! Por isso, como é que é? Decide-se em consciência? Espera-se para ter a casa adequada? O trabalho certo? O ano em que a conjugação astral é mais favorável? Avança-se e seja o que vier? Acontece pura e simplesmente? Escrevem-se os prós e os contras, ponderam-se as opções, faz-se um modelo matemático e sai uma data? Quem sabe o segredo? Qual é o truque?

Evidentemente que há muito mais decisões complexas. Mas até aqui, melhor ou pior tenho-me safado. Na verdade, também já encontrei a resposta para a primeira questão. Mas continuo intrigada com a segunda... O melhor será esperar para ver! Alguém ajuda...?