Maria Papoila
sexta-feira, outubro 10, 2014
Mais do que pedi...
O que fazer quando a vida nos prega partidas? Quando queremos muito algo e a vida nos devolve em dobro? O melhor é ficar duplamente feliz e esperar que corra tudo bem. Casualmente ouvi ontem um qualquer autor sensação falar sobre a Lei da Atração. Pensei com os meus botões, mais uma versão do Segredo para vender livros. E de facto, não parece diferente. A tese deste vez é que não basta pensar que se quer algo para se conseguir atrair... é preciso pensar com intenção, ou seja, é preciso mesmo querer, aplicar energia para que o pensamento tenha força de concretização... Será verdade? Bem, tentar não custa, por isso, vou pensar/querer com intenção que corra tudo bem com esta dádiva inesperada...
segunda-feira, agosto 05, 2013
A reflexão interna
Não gosto muito de me analisar. Quando está tudo bem, não há essa necessidade. Será que as pessoas felizes se escrutinam e refletem sobre a sua vida? Ou simplesmente se deixam levar pelo flow da satisfação? Ultimamente, esta questão tem estado latente na minha cabeça...
Sempre acreditei que o trabalho e o esforço são uma parte integrante e indispensável da vida, mas que os frutos virão por si... Mas será que é verdade?
Recentemente aprendi que muitas coisas obvias, que estão mesmo perante os nossos olhos, só se tornam evidentes quando alguém nos faz pensar sobre elas. Depois de as ouvirmos são cristalinas, transparentes. Mas até áquele momento ainda não tinham vindo à superficie.
A minha experiência com o coaching tem sido essa mesma. Os meus aha moments são feitos de descobertas sobre mim própria. Explicações sobre porque sou assim, como pautei a minha vida até agora. E tomar consciência de mim é uma ferramenta poderosa, porque me permite não viver o futuro em piloto automático e perspetivá-lo de uma forma integrada com o que aprendi sobre mim.
O coach não nos dá respostas, mas coloca-nos perguntas fulcrais sobre nós mesmos, quem somos, o que queremos, o que vamos construir e ser. As respostas estão todas dentro de nós, mas em muitos casos estão guardadas tão fundo, que as perguntas são incómodas, angustiantes...
Na minha experiência pessoal, o processo de coaching foi uma experiência muito gratificante e que me ajudou a encontrar pontos de equilíbrio. As sessões foram momentos de revelação, de grande verdade, de descoberta e conflito interior... O resultado final trouxe-me serenidade e ferramentas para perceber que o meu futuro sou eu que o construa, a forma como as pessoas se relacionam comigo depende de mim. A exigência e a agressividade podem ser temperadas.
Este é um processo que deve ser contínuo. Cheguei à fase em que devo ser responsável por auto-alimentar esta aprendizagem. Será que o vou conseguir? Depende apenas de mim. Lembrei-me da letra da canção do Boss AC 'tu és mais forte e sei que no fim vais vencer. Sim acredita num novo amanhecer. Não tenhas medo, sai à rua e abraça alguém e vai correr bem. Tu vais ver...' Esta letra é altamente inspiradora. Leva-nos para cima e ergue-nos
Há também uma outra canção, muito na moda atualmente, cuja letra me faz pensar 'so wake up when it's all over. When I'm wiser and I'm older. All this time I was finding myself and I didn't know I was lost.'
Pois é, também não sabia que tinha perdido imensa informação sobre mim própria, até a ter encontrado. Paradoxal, não é?
quinta-feira, junho 06, 2013
Dentro de mim...
Dentro de mim vive uma escritora frustrada, tão exigente consigo própria e com o que gostaria de fazer que, em última instância, prefere não escrever nada por medo de não corresponder às suas elevadas expectativas.
Dentro de mim vive a ideia de escrever, mas a desculpa é sempre sobre o quê, qual o assunto, qual a trama, o enredo, a história original. Escrever um texto curto é fácil, a piece of cake.
Dentro de mim vive uma romancista inexperiente mas que quer sair, que admira os escritores que escrevem com método e planeiam detalhadamente os capítulos, as personagens, os próximos passos, que só escrevem a 1ª linha quando já sabem exactamente qual será a última.
Dentro de mim também vive uma invejosa, que dava muito para começar a escrever, ser embalada pelas palavras, deixá-las crescer e amontoar-se ao seu próprio ritmo, abandonar-se, persistir, continuar a teclar e, subitamente, inexplicavelmente terminar a sua obra, deixando as personagens escolherem o seu caminho.
Dentro de mim vivem muitas Marias Papoilas. A Papoila mãe é a mais recente. Mas há ainda a Papoila profissional, que não podia andar mais desencantada, a Papoila viajante, em pausa devido à Papoila mãe, a Papoila leitora ávida, que, apesar do pouco tempo, insiste na sua paixão. A Papoila mulher que já se esqueceu de quem é... e a Papoila escritora que chegou à conclusão que vai deixar de ser envergonhada.
Dentro de mim vive uma alma inquieta, mas determinada. Agora que decidiu, escolheu, que uma forma de suportar a agrura de algumas das Papoilas, será a escrita, é só uma questão de dar o primeiro passo e praticar, praticar. Não é a prática que faz a perfeição? Então vamos a isto... Quem sabe um dia, sem dar por isso, saia ao correr da pena, algo que valha a pena ler!
Dentro de mim vive a ideia de escrever, mas a desculpa é sempre sobre o quê, qual o assunto, qual a trama, o enredo, a história original. Escrever um texto curto é fácil, a piece of cake.
Dentro de mim vive uma romancista inexperiente mas que quer sair, que admira os escritores que escrevem com método e planeiam detalhadamente os capítulos, as personagens, os próximos passos, que só escrevem a 1ª linha quando já sabem exactamente qual será a última.
Dentro de mim também vive uma invejosa, que dava muito para começar a escrever, ser embalada pelas palavras, deixá-las crescer e amontoar-se ao seu próprio ritmo, abandonar-se, persistir, continuar a teclar e, subitamente, inexplicavelmente terminar a sua obra, deixando as personagens escolherem o seu caminho.
Dentro de mim vivem muitas Marias Papoilas. A Papoila mãe é a mais recente. Mas há ainda a Papoila profissional, que não podia andar mais desencantada, a Papoila viajante, em pausa devido à Papoila mãe, a Papoila leitora ávida, que, apesar do pouco tempo, insiste na sua paixão. A Papoila mulher que já se esqueceu de quem é... e a Papoila escritora que chegou à conclusão que vai deixar de ser envergonhada.
Dentro de mim vive uma alma inquieta, mas determinada. Agora que decidiu, escolheu, que uma forma de suportar a agrura de algumas das Papoilas, será a escrita, é só uma questão de dar o primeiro passo e praticar, praticar. Não é a prática que faz a perfeição? Então vamos a isto... Quem sabe um dia, sem dar por isso, saia ao correr da pena, algo que valha a pena ler!
terça-feira, fevereiro 14, 2012
Evolução
Realmente, o mundo é feito de mudança e as pessoas também. Atente-se no meu caso: demorei 30 anos a mudar de ideias e a chegar à conclusão de que afinal me queria casar. Ao contrário de muitas miúdas, nunca tive sonhos com o vestido de noiva, nem a pretensão de que um dia um belo princípe no seu corcel branco viria arrebatar o meu coração e levar-me ao altar. E, no fim de contas, aconteceu!
Depois demorei quase 35 anos a chegar à conclusão de que queria ter um filho. É uma decisão muito importante e estrutural. Talvez por isso tenha levado tanto tempo a tomá-la... Durante muito tempo considerei que ainda estava numa fase de vida demasiado egoísta para avançar nesse sentido. E, no entanto, houve um dia em que tal mudança se produziu! O caminho não tem sido fácil, antes acidentado e cheio de obstáculos, ainda assim é uma maratona em que tenho a certeza de que vou cruzar a meta. Afinal, acreditar é parte importante da jornada...
Olhando para estes dois exemplos, não posso deixar de me surpreender. Quem diria que as coisas iriam tomar este rumo? Por outro lado, posso apenas ficar expectante quanto ao futuro. Que outras decisões, que agora me parecem fora de cogitação, irei tomar no futuro? É uma pergunta a que só o tempo poderá dar resposta...
Happy Valentine's Day!
Depois demorei quase 35 anos a chegar à conclusão de que queria ter um filho. É uma decisão muito importante e estrutural. Talvez por isso tenha levado tanto tempo a tomá-la... Durante muito tempo considerei que ainda estava numa fase de vida demasiado egoísta para avançar nesse sentido. E, no entanto, houve um dia em que tal mudança se produziu! O caminho não tem sido fácil, antes acidentado e cheio de obstáculos, ainda assim é uma maratona em que tenho a certeza de que vou cruzar a meta. Afinal, acreditar é parte importante da jornada...
Olhando para estes dois exemplos, não posso deixar de me surpreender. Quem diria que as coisas iriam tomar este rumo? Por outro lado, posso apenas ficar expectante quanto ao futuro. Que outras decisões, que agora me parecem fora de cogitação, irei tomar no futuro? É uma pergunta a que só o tempo poderá dar resposta...
Happy Valentine's Day!
segunda-feira, janeiro 02, 2012
Ano Novo, Vida Nova
Espero que 2012 traga alterações na minha vida. Aliás, estou activamente a tratar disso... só espero que corra tudo bem. É curioso como vamos mudando de ideias ao longo da vida. Em adolescente, li e decorei uma frase que me pareceu fazer sentido. Hoje parece-me completamente desapropriada. 'Ter firmeza de carácter é ser fiel a algo em que já não se acredita'. Pois hoje acredito que não se trata de firmeza de carácter, mas sim de falta de inteligência. Afinal, somos seres que evoluem e nesse caminho de maturação é normal que mudemos de ideias. Que sentido faz ficarmos arraigados a algo que era lógico, mas que se foi tornando disparatado? Eu tenho passado por várias fases e muitas das minhas certezas foram irremediavelmente abaladas. Em muitos casos, creio que me tornei mais flexível e isso em si mesmo é uma conquista. 2012 será o ano da última fronteira. Deveria ter sido 2011, mas não se proporcionou assim... Cada novo dia, cada página branca, à espera de ser escrita. Quanto a 2012 já escrevi o cabeçalho, já sei a história de cor, é uma questão de esperar pelo passar dos dias, para que finalmente, lá para Agosto possa escrever 'fim' nesta imensa e louca aventura em que conscientemente me meti. Certeza tenho apenas que este fim será apenas o início de muitas outras tropelias que me esperam....
terça-feira, outubro 04, 2011
Mudar de vida
E se mudar de vida fosse fácil? De repente, subvertíamos a ordem das coisas e não nos preocupávamos com o assunto... As prioridades eram todas trocadas e isso não nos causava qualquer sofrimento... Acho que era boa ideia!
segunda-feira, junho 06, 2011
O novo acordo ortográfico
Começo pelo princípio. Sou terminantemente contra o novo acordo ortográfico e nunca o vou adoptar. A nossa pátria é a nossa língua e a mim ninguém me perguntou se quero mudar a forma como leio, escrevo ou falo. A democracia é fantástica, mas pelos vistos em termos de língua não se aplica....
A língua portuguesa é uma língua viva e faz parte da essência de quem a usa. É modificada, para o bem e para o mal, pelos seus falantes. Agora o que não pode ser é vilipendiada em nome de uma uniformização inalcançável. É óbvio que o português do Brasil e de África será sempre diferente do português de Portugal. O que é que ganhamos com estas modificações tontas que descaracterizam a língua e agridem os seus actuais falantes? Onde outros vêm simplificação, eu vejo erros ortográficos e um facilitismo que não aproveita a ninguém. Será que esta é a herança cultural que queremos deixar, uma língua intragável, para pobres de espírito e em desacordo com o que aprendemos e acreditamos estar correcto?
A língua portuguesa é uma língua viva e faz parte da essência de quem a usa. É modificada, para o bem e para o mal, pelos seus falantes. Agora o que não pode ser é vilipendiada em nome de uma uniformização inalcançável. É óbvio que o português do Brasil e de África será sempre diferente do português de Portugal. O que é que ganhamos com estas modificações tontas que descaracterizam a língua e agridem os seus actuais falantes? Onde outros vêm simplificação, eu vejo erros ortográficos e um facilitismo que não aproveita a ninguém. Será que esta é a herança cultural que queremos deixar, uma língua intragável, para pobres de espírito e em desacordo com o que aprendemos e acreditamos estar correcto?
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