sexta-feira, abril 03, 2009

O tempo que se perde...

Passo grande parte do meu dia agarrada ao computador. Desengane-se quem acha que sou mais uma dependente da internet ou uma nerd informática. Nada disso. Estou horas a fio em frente ao computador, porque faz parte do meu trabalho. Hoje em dia tudo se resolve por e-mail e enviamos e-mails a toda a gente, até ao colega que está sentado na secretária ao lado. Ridículo, não é? É como se telefonassemos para a mesa ao lado para dar um recado, e a outra pessoa nem precisasse de levantar o auscultador porque ouvia a nossa voz. Assim, como assim, mais vale enviar um e-mail porque fica escrito e depois não pode argumentar que não foi informado e que ninguém lhe disse. O e-mail serve de prova.
O problema está no tempo que se perde. Por um lado, por vezes é preciso escrever um texto longo e complexo para explicar uma ideia, por outro lado, é preciso estar atento ao estilo, à ortografia, à sintaxe... de modo a evitar que nos classifiquem como energúmenos. Ah! E há ainda a questão de aguardar resposta/responder ou de efectuar a triagem de todo o lixo que nos enviam...
O e-mail poderá ter muitas vantagens, mas não deixa de ter as suas pechas. E o tempo que se perde. Esse então não volta.