sexta-feira, março 31, 2006

Walking away...


I'm walking away from the troubles in my life
I'm walking away oh to find a better day
I'm walking away from the troubles in my life
I'm walking away oh to find a better day
I'm walking away

sometimes some people get me wrong
when it's something I've said or done
sometimes you feel there is no fun
that's why you turn and run
but now I truly realise
some people don't wanna compromise
well I saw them with my own eyes spreading those lies
and well I don't wanna live my life too many sleepless nights
not mentioning the fights i'm sorry to say lady

I'm walking away from the troubles in my life
I'm walking away oh to find a better day
I'm walking away from the troubles in my life
I'm walking away oh to find a better day
I'm walking away

Well I'm so tired baby
things you say you're driving me away
whispers in the powder room baby
don't listen to the games they play
girl I thought you'd realise
I'm not like them other guys
coz I saw them with my own eyes
you should've been more wise
and well I don't wanna live my life too many sleepless nights
not mentioning the fights I'm sorry to say lady

I'm walking away from the troubles in my life
I'm walking away oh to find a better day
I'm walking away from the troubles in my life
I'm walking away oh to find a better day
I'm walking away

Paz

É paradoxal como por vezes temos de fazer guerra para ficarmos descansados. O conceito é muito estranho e parece de desconfiar. Mas é verdade. Para acabar com a amargura, o descontentamento latente, a sensação de indefinido, nada melhor do que tomar uma posição de força, mesmo que isso represente passar à hostilidade. Acredito que há problemas que só têm uma solução possível: cortar o mal pela raíz. É um lugar comum. Mas é verdade, mais uma vez. As tréguas deixam uma sensação de mal resolvido, de decisão adiada, de trabalho inacabado. Por isso, nas pequenas coisas do quotidiano, eu sou pela guerra... Porque só através dela, podemos alcançar a paz!

quarta-feira, março 29, 2006

Desassossego

Detesto. Irrito-me. Não consigo deixar de pensar. Canso-me. Viro-me para um lado, viro-me para o outro. Repiso as ideias. Oiço todos os pequenos sons da noite. Mudo de perspectiva e vou desaguar ao mesmo rio. Os carros passam. Mas a inquietação não. Há barulhos no andar de cima. Mas o que será que andam a fazer às 3 da manhã? Tomo decisões definitivas. Um avião. Mudo de ideias. Volto ao início. Os cães ladram. Que desespero. Tento abstrair-me. Não, estou obcecada. Está escuro. Volto a mudar de posição. E outra vez. Pondero fazer qualquer coisa. Mais um som não identificado. Doem-me as pernas. E a cabeça... Olho para o relógio que não avança. O tempo estende-se, elástico. Estou desconfortável. Mais uma volta. Tenho calor... e frio. Revejo ininterruptamente os mesmos momentos. E se... Estou farta. Finalmente, libertador, toca o despertador. Bolas, estou cheia de sono. Que raiva! Quem é que inventou a insónia?

segunda-feira, março 27, 2006

Mesquinhez

As pessoas conseguem ser muito mesquinhas, invejosas, pequeninas, miudinhas, rancorosas, vingativas, sórdidas, abjectas. É impressionante o fel que se esconde dentro de cada um de nós. Claro que (wishful thinking) a maioria de nós consegue usualmente controlar essa punção para ser maldoso e só liberta o monstro em casos muito pontuais e raros. No entanto, outros há que veneram a bílis e fazem da perfídia uma forma de vida. Retiram prazer desses actos e secretamente julgam-se superiores. As vítimas são uns anjinhos, uns carneirinhos prontos para o altar sacrificial. Impávidos e serenos assistem ao mal estar que provocam, às insónias, problemas de consciência, frustrações e ansiedades. Será que vale a pena? Claro que não. Espero que provem do seu veneno e se engasguem na própria maldade.

sexta-feira, março 24, 2006

Paz interior

Era mesmo disto que eu precisava... Quanto mais não fosse, porque com o burburinho da água não me conseguiria ouvir pensar!!!

TGIF

Só faltam algumas horas para o fim-de-semana. É incrível como a semana útil se arrasta, recheada de pormenorezinhos, detalhes embirrantes, assuntos irresolúveis que ameaçam eternizar-se, sugando-nos a paciência até a perdermos por completo. Milhares de pequenas coisinhas que quando adicionadas formam um infinito de problemas, má vontades, incompetências ou faltas de atenção que nos complicam a vida, infernizam a existência, nos roubam o tempo para aproveitar o facto de estarmos vivos, nos tornam em autómatos e escravos de uma realidade paralela em que puerilmente acreditamos que temos vontade própria e somos senhores dos nossos destinos. A rotina massacra, tortura, arrasta-nos nas suas engrenagens e esmaga-nos, cospe-nos do outro lado como uma amálgama do que fomos, um espectro da nossa imagem... E depois, gloriosamente, vem o fim-de-semana e por algumas horas é-nos permitir SER. TGIF = Thank God it's Friday!

quinta-feira, março 23, 2006

Contagioso...

Mais do que a peste negra. Mais do que a gripe das aves. Mais do que a malária. Mais do que a tuberculose. Mais do que a poliomielite. Mais do que o sono, ou mesmo do que a gargalhada.

Há canções que são contagiosas.Que não nos largam. Não despegam. Grudam como as sanguessugas e não as conseguimos afugentar. Dou por mim a cantá-las a qualquer hora, a trauteá-las em qualquer lugar. Ficam a martelar na cabeça. Incomodam. Tornam-se automáticas e espontâneas. Às tantas, já nem damos por elas.

Esta é uma dessas...

Precious and fragile things
Need special handling
My God what have we done to you
We always tried to share
The tenderest of care
Now look what we have put you through

Things get damaged
Things get broken
I thought we'd manage
But words left unspoken
Left us so brittle
There was so little left to give

Angels with silver wings
Shouldn't know suffering
I wish I could take the pain for you
If God has a master plan
That only He understands
I hope it's your eyes He's seeing through

Things get damaged
Things get broken
I thought we'd manage
But words left unspoken
Left us so brittle
There was so little left to give

I pray you learn to trust
Have faith in both of us
And keep room in your hearts for two

Things get damaged
Things get broken
I thought we'd manage
But words left unspoken
Left us so brittle
There was so little left to give

Angustia...



Chove. Há dias assim. Pela janela oiço o som da chuva a bater e sinto as gotas grossas que se esborracham no vidro. Que vida triste... Caiem regaladas, viajam nas asas do vento e acabam destroçadas no chão, numa parede qualquer, nos olhos das casas, nos sonhos das gentes.

Chove. Há dias assim. Que apertam o coração. Que machucam. Que oprimem, entristecem e apoquentam. Há uma inquietação no ar. Paira o desassossego. Custa a respirar. As pessoas ficam mais lentas. Os sorrisos envergonham-se. Não há consolo que nos valha. Nem o calor dos lençois, nem uma bebida quente.

Chove. Há dias assim. A tristeza vem colada nas gotas e adere às paredes. A humidade invade as casas e os seres. Ressuma por todo o lado. Enregela e molha. O pessimismo faz a sua cama e o nevoeiro vem logo a seguir. Uma bruma espessa e paralisante. Labirinto sem saída.

Chove. Há dias assim. E custam a passar...

quarta-feira, março 22, 2006

Papoila será...


E que me importa a falta de imaginação? Cada um é como é, não como gostava de ser. Por isso, Papoila será. E bem encarnadinha (que vermelho é palavra politicamente conotada e ideologicamente em desuso). Para combater o cinzentismo vigente e o futuro negro, fica a minha homenagem à cor mais quente e mais vibrante. E vivam as papoilas...

Frustração 2... (é dose)

E não é que muita gente teve a mesma ideia....Quando pensei num nome para o blog, fiquei um pouco hesitante. Não sabia bem o que usar. Seria poético, seria uma definição de mim, um petit nom, qualquer coisa sem sentido? E então lembrei-me da Maria Papoila... Havia "long, long time ago (I can still remember)" um suplemento infantil no Correio da Manhã de Domingo (acho que era Domingo) que se chamava "Maria Papoila e Chico Omelete" ou versa-viça. Apesar de não me lembrar de mais pormenores, o que é certo é que os nomes ficaram e nunca mais esqueci estes dois personagens...

Então não é que verifico agora que centenas de outras pessoas também usam Maria Papoila? Sei que não é muito original, mas era preciso tanta falta de imaginação? Será que todos liam o Correio da Manhã?

Frustração...

E pronto... já sairam os resultados do Campeonato Nacional de Língua Portuguesa e mais uma vez não fui apurada para a 2ª fase!? Eu até acho que não sou um completo zero à esquerda em termos de português, mas devo confessar que duas negas seguidas em anos consecutivos, me levam a duvidar desta premissa. E eu até pedi ajuda... Mobilizei a família toda em torno do teste, discutiram-se opiniões, consultaram-se livros, dicionários, gramáticas, a net... e no fim, fui eliminada, ou melhor, fomos eliminados! Sim, que para não me sentir tão incompetente, arrasto comigo pelas lamas do mau português, todos aqueles que me ajudaram... Não resolve, mas ajuda!

E vai mais um...

Realmente, acho que isto se pode tornar um caso sério de vício, só que este, ao contrário de outros, não é imoral, não é ilegal, nem engorda (que é de tudo, o que menos preciso neste momento). Claro que pode ser um pouco alienante. Afinal, não me apetece trabalhar. Por mim, ficava aqui o resto da tarde a jogar conversa fora e a explorar este novo mundo. Nem sequer me apetece falar com ninguém. Tenho um brinquedo novo!!! É, de certa forma, libertador. Tudo o que se passa para o blog fica para a posteridade e, muito embora, possa ser uma perfeita parvoíce, está dito, está cá fora, ganhou nova vida. Claro que esta posteridade é relativa, mas ainda assim, é um statement. Será que há estratégias para isto? Ou é apenas deitar cá fora o que apetece, sem grandes preocupações? Enquanto não descubro, fica mais um...

"Eram já três, venham mais duas. As damas ao meio prá festa nua e uma volta a girar e outra voz a cantar, trocam-se os passos no ar, esperem ainda que eram já três...."

Getting around..

Cá estou de novo. Creio que isto corre um de dois riscos: tornar-se viciante ou cair rapidamente no esquecimento, ser mais uma daquelas modas que toda a gente adopta e passado algum tempo já não há paciência para aturar... Espero que seja a 1ª opção, obviamente.

Entretanto, andei a explorar os cantos à casa (ou melhor a tentar). Enquanto isso, o mundo lá fora não pára e fui mais uma vez confrontada com a necessidade de certezas. É engraçado como num mundo cada vez mais acelerado e em constante mutação, precisamos de nos agarrar a certezas, pequenas âncoras que não nos deixam arrastar na voragem da mudança. A casa onde vivemos, o local onde trabalhamos, as pessoas que quem gostamos, a rotina organizadinha do dia a dia, pequenos nadas que mantêm a constância das nossas existências e que, no fim de contas, definem quem somos. Se, de repente, trocarmos de casa, de trabalho, ficarmos sem amigos e virmos o nosso quotidiano virado do avesso, será que ainda seremos nós?

Muitas vezes há uma ânsia de mudar, mas de mudar qualquer coisa, o essencial permanece. É naquelas alturas que nos sentimos mal na nossa pele que subitamente decidimos começar uma dieta, comprar roupa nova, mudar a cor do cabelo ou o penteado, fazer algo de inesperado ou aprender uma coisa nova. Tudo na vã esperança de nos sentirmos melhor connosco próprios, com o nosso "core". Algo correu mal e tentamos compensá-lo com esta pequena mudança, que acaba por reforçar quem somos. Paradoxal, no mínimo. Nunca tinha vistos as coisas por este prisma, mas pensando bem, acho que é isso mesmo!

Et voilà...

Et voilà...
Nunca pensei que fosse tão fácil. Há imenso tempo que andava a crescer dentro de mim a vontade de criar um blog. E foi hoje! Nem sei bem porquê. Acho que precisava de um espaço em que pudesse desabafar, escrever o que vai na alma, descarregar emoções, frustrações ou simplesmente gastar energia de uma forma inteligente e criativa (espera-se!). Não tenho grandes ilusões sobre a importância deste blog, mas para mim irá representar uma forma de descarregar o stress e, porquê não confessar, um pouco de entretenimento. Algo em que pensar nas horas vagas e que me ajude a suportar o cinzento compacto e denso que cobre a minha vida...