Todos temos de tomar decisões na vida. Se nalguns casos nem damos por elas, noutros podem ser um verdadeiro quebra-cabeças.Como é que se sabe se chegou a altura certa de pedir alguém em casamento? Não estamos a falar de um mero namoro. Namorados à partida poderemos ter muitos. Não é um compromisso definitivo. Se não correr bem, tentamos de novo. Claro que não são descartáveis como muitos bens de consumo. Não podemos ser inconsequentes. Mas esta não é uma decisão que condicione fatalmente a vida de uma pessoa. Já casar... Quer dizer, há saída. Aliás, parece que na nossa ânsia de entrar no Guiness Book of Records, até a taxa de divórcios vale e, por isso, resolvemos fazê-lo em grande escala. Não é porém essa a minha perspectiva. Tenho dificuldade em compreender quem encara este assunto de outra forma. Afinal, se a ideia não fosse um compromisso duradouro, qual o sentido de casar? Para isso, bastava continuar a namorar ou morar junto. Há quem defenda que é uma mera formalidade. É ou não verdade, consoante queiramos. Creio que é um pouco mais do que isso, mas também não sou fundamentalista, nem acredito em tudo o que é dito na cerimónia religiosa. Há que temperar um pouco este assunto, mas isso não minora a minha questão? Como é que se sabe que é este o momento certo?
Mas, muito mais importante e definitivo que isso... Como é que se sabe que é a altura certa para ter um filho? Não, desenganem-se. Não é o relógio biológio a dar horas. Não tenho a mínima pressa. Mas ultimamente tenho pensado sobre este assunto. As histórias dos meus amigos sucedem-se: desde os que convidam para os baptizados, áqueles que decidem engravidar e o fazem na altura pretendida (com precisão cirúrgica), passando pelos não planeados, parece que de uma forma ou de outra todos vão respondendo a esta questão. Mas como? É que um filho é para toda a vida, não há laço mais profundo. Ao contrário de todos os outros, aconteça o que acontecer um filho vai ser sempre um filho, seja ele prémio Nobel ou um perigoso delinquente. É algo que permanece independentemente de ... basicamente tudo! Por isso, como é que é? Decide-se em consciência? Espera-se para ter a casa adequada? O trabalho certo? O ano em que a conjugação astral é mais favorável? Avança-se e seja o que vier? Acontece pura e simplesmente? Escrevem-se os prós e os contras, ponderam-se as opções, faz-se um modelo matemático e sai uma data? Quem sabe o segredo? Qual é o truque?
Evidentemente que há muito mais decisões complexas. Mas até aqui, melhor ou pior tenho-me safado. Na verdade, também já encontrei a resposta para a primeira questão. Mas continuo intrigada com a segunda... O melhor será esperar para ver! Alguém ajuda...?
1 comentário:
um filho é um contrato a 20 anos...
durante 20 anos tens q cuidar dele, e proteger contra o q qr q seja... depois disso... é maio e vacinado e ñ tens nada q te meter na vida dele...
um casamento já é outra loiça... escolhes, demora o tempo que quiseres... mas é um contrato sem termo certo... dura, o q ambos quiserem que dure....
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