Penso que já todos passámos por isso. Quem é que já não se interrogou sobre a ex-namorada do nosso namorado? Ou na versão masculina, o ex-namorado da nossa namorada? Acho até que é uma curiosidade natural. Ontem, a própria Carrie Bradshaw (colunista do Sexo e a Cidade) partilhava esta inquietação. Será alta, baixa, gira, gorda ou magra, inteligente ou burra, loura ou morena? Ou, melhor, o que interessa mesmo é se é mais alta do que nós, mais gira do que nós, mais magra do que nós, mais inteligente do que nós?
Outra questão fundamental é: porque é que acabaram e intrinsecamente ligada quem é que acabou com quem? Aqui as opiniões divergem: é melhor ter sido ele a acabar ou ela? Se foi o nosso namorado a acabar, ficamos descansadas é porque já não gostava dela e estava pronto a seguir em frente. Por outro lado, se foi ela a acabar, quem perdeu o interesse foi ela e, portanto, não há necessidade de nos preocuparmos com isso. Claro que temos o reverso da medalha. Se foi ele que acabou, ela pode não concordar e decidir dar luta, o que nos pode complicar a vida. Isto, claro, se acharmos que vale a pena o trabalho. Por outro lado, se foi a outra a acabar, nada nos garante que ele esteja curado e já tenha enterrado qualquer ideia de reconcialiação.... De forma que não há volta a dar: preso por ter cão e preso por não ter. O melhor é mesmo que não houvesse ex(s). Mas há. E é preciso lidar com isso.
Vem esta conversa toda a propósito de hoje ter visto a ex do meu namorado. Já desconfiava que era ela, mas hoje tive a confirmação. E, de facto, mesmo que a partir de agora tudo corra mal (longe vá o agouro) não consigo deixar de me sentir satisfeita. Afinal, toda a elaboração em cima da ex pariu um rato...
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